quarta-feira, 3 de abril de 2013

Feliz aniversário amor!


Eu tenho uma lista de datas especiais muito bem fixadas em minha memória. Essas datas são tão importantes por que entendo que são grandes inícios de belas estradas que Deus me destinou para caminhar. E hoje comemoro mais um aniversário de uma dessas datas, o nascimento do amor da minha vida! No dia 03 de abril de 1990 nascia uma pessoa linda, doce, carinhosa, protetora, esforçada, trabalhadora, inteligente, alguém digna de toda a minha admiração, alguém que o Senhor me deu para amar e cuidar, nesse dia nasceu o amor da minha vida, a Jocasta.
Eu sou grato a Deus por ter me dado você, a cada ano, dia, hora que passa eu sempre imagino que não sou e nunca serei digno pra ter você em minha vida, então entendo que trata-se de um presente realmente, uma dádiva, algo jamais merecido. 
Deus realmente sabia como me fazer feliz, é incrível perceber como que nós combinamos, como nos entendemos, como nos completamos. Deus sabia que eu me emocionaria a cada sorriso seu, Ele sabia que eu ouviria um "eu te amo" todas as vezes como se fosse a primeira vez, Ele certamente sabia como eu me perderia no brilho do seu olhar, como eu te admiraria, Ele sabia que eu te amaria demais.
A cada novo aniversário seu eu sinto como se fosse meu, isso por que eu relembro de tudo isso. Você é meu presente, você é a dádiva de Deus em minha vida.
Obrigado, sim, obrigado por existir em minha vida, por tornar meus dias melhores, por tornar minha existência significativa, obrigado por fazer parte dos meus sonhos, obrigado por todo apoio, obrigado por você ser exatamente quem você é! 
Parabéns por mais um ano de vida meu amor. Lembre-se sempre que eu te amo demais.

Feliz aniversário!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Esperança Renovada



David Blancart era paraplégico e usou cadeira de rodas por 20 anos. Era como se tivesse perdido a esperança de um dia voltar a andar. Entretanto, recentemente isso mudou. Blancart foi picado por uma aranha-marrom. Levado ao pronto socorro, uma enfermeira testou os seus espasmos musculares com uma corrente elétrica, e após cinco dias, o ex-paralítico recuperou a capacidade de andar.
João conta uma história semelhante sobre um paralítico que provavelmente tinha perdido a esperança de voltar a andar. Porém, ao encontrar Jesus, tudo mudou. Na narrativa de João, o paralítico estava entre muitos enfermos, e o caso dele parecia ser o mais impossível, pois era aleijado a 38 anos e não tinha ninguém que o ajudasse (João 5:5-7)
Jesus se importou com aquele homem. Ele sabia a quanto tempo o homem estava naquela situação. Como a deficiência de quase quatro décadas provavelmente havia se tornado um estilo de vida para ele, Jesus faz uma pergunta estranha, mas profunda: "Você quer ficar curado?" (v.6). Talvez ele tinha perguntado isso para renovar e fortalecer a esperança daquele homem de andar - de viver novamente. No mesmo instante, o homem ficou curado e começou a dar alguns passos (v.9). Com seu infinito poder, Jesus satisfez a necessidade mais profunda daquele homem. Tal poder não foi reduzido pela gravidade do problema (a deficiência), pelas leis do tempo (38 anos), nem pela tradição (sábado).
Não importa se nossa situação parece impossível, encorajemo-nos, pois o poder de Jesus pode satisfazer nossas necessidades mais profundas e renovar nossa esperança. Às vezes Ele faz isso por meios naturais, outras, por milagres ou encorajando outros através de nós, apesar de nossa condição ou devido a ela.
Marvin Williams

Fonte: Pão Diário, edição 2012 

Até mais...
Felipe Henrique

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Não toqueis nos meus ungidos?




Não é de hoje que esculto essa célebre frase. Sempre que algum líder é questionado por questões doutrinárias e afins essa frase aparece de novo e de novo, quantas vezes forem necessárias para afugentar qualquer pessoa que ouse pensar. Alguém escreveu e com muita razão que o poder odeia a crítica, pois é exatamente isso que fica exposto em nossas igrejas. Na verdade essa frase aparece duas vezes na Bíblia (Sl 105.15 e 1 Cr 16.22) e faz menção, nas duas vezes, aos patriarcas: Abraão, Isaque e Jacó. O verdadeiro significado dessa expressão não é sobre não questionar ou não criticar mas, diz respeito a integridade física do profeta, isso sim seria um erro muito grave para nós: Tocar fisicamente em algum profeta. Veja o exemplo de Davi, não matou Saul pois teve medo de tocar no ungido de Deus (integridade física) ou então quando Abraão mentiu para o rei Abimeleque sobre ser esposo de Sara, o rei se encantou por ela e a tomou por esposa, tão logo durante um sonho Deus o repreendeu para que devolvesse Sara e não matasse Abraão (integridade física).
O que fica claro diante disso é que isso tudo não passa de manipulação a um povo que o próprio Deus disse que erra por falta de conhecimento. A maneira é simples: Quem está no poder deseja fazer o que quiser sob a alegação de estar na direção de Deus e quando se vê pressionado usa isto como desculpa. Perdoem-me mas à igreja foi dado o poder de julgar todas as coisas para reter o bem!

Até mais.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Quem foi Flavio Josefo.




Por: Jefferson Magno Costa     

Galileia, julho de 67 d.C. Estamos na região onde Jesus viveu seus suavesdias de menino, de adolescente e de rapaz, ao lado de José, ao lado de Maria, ao lado de seus irmãos. Já não se vê Jesus andar, na Galileia, sobre o mar;   nem multidões se vê passar, para Cristo na cruz pregar, diz a letra do belo hino do cantor e compositor norte-riograndense José Costa, meu pai. E quase dois mil anos distantes daqueles conturbados e gloriosos dias em que Jesus Cristo homem viveu entre os homens, é José Costa que inspiradamente canta o que tem-se constituído, há quase dois milênios, no brado triunfal da Igreja:   Ó cravos, cruz, ó turba vil, o teu poder já sucumbiu; não podes mais, Jesus venceu, e em glória subiu para o Céu! Porém, eis que estamos na Galileia, em pleno ano de 67 d.C. Os judeus guerreiam contra os romanos. Dentro de mais três anos e alguns meses, uma das profecias de Jesus terá o seu fiel e terrível cumprimento: a queda de Jerusalém, e a total destruição do Templo (Mc 13.1,2). A revolta dos judeus contra os romanos começara no ano anterior, precisamente em maio de 66. Nessa época a Galiléia estava sob o domínio do procurador ou governador romano Géssio Floro. Esse Géssio havia ocupado, dois anos antes, o lugar de outro governador romano, Albino, e este, por sua vez, havia sucedido a um outro governador, Pórcio Festo, nosso conhecido, graças, às referências que dele fez Lucas em Atos dos Apóstolos, 25.1-12. Foi nesse fatídico ano de 66 que tudo começou. Nem o governador romano Géssio Floro, nem aquele rei bastardo, Herodes Agripa II (o famoso rei Agripa, citado em Atos 25.13), bisneto de Herodes, o Grande (Mt 2.1), puderam conter a rebelião do judeus, que em pouco tempo se espalhou por toda a Palestina. É nesse momento que entra em cena o homem cuja vida e obra nos levaram a traçar as linhas deste breve ensaio biográfico. Seu nome: Flávio Josefo.
UMA TESTEMUNHA DO TEMPO DE CRISTO     

Aliás, não era assim que seus compatriotas judeus o conheciam, e sim por Yoseph ben Mattiyahu ha-Cohen, seu verdadeiro nome. Ele passou a se chamar Flávio Josefo após ter sido conduzido a Roma como prisioneiro do General Tito. Josefo, que participou da guerra contra os romanos como general das forças judaicas que combatiam os exércitos de Nero na Galiléia, foi testemunha ocular da queda de Jerusalém e da destruição do Templo. Ele viu a Palestina que Jesus viu, conversou com um dos Herodes, e conheceu dezenas de outras pessoas citadas tanto nos Evangelhos como no livro de Atos dos Apóstolos. Josefo nasceu no ano 37 ou 38 da Era Cristã. No ano do seu nascimento, Jerusalém estava sendo sacudida pela pregação dos apóstolos. Porém ele, à semelhança do apóstolo Paulo, foi educado dentro das mais rigorosas exigências rabínicas. Destacou-se de tal modo no estudo da Lei, que aos 14 anos de idade, os rabinos conversavam com ele de igual para igual sobre os mais difíceis e variados assuntos bíblicos. Tão intenso era o seu desejo de tornar-se fiel cumpridor da Lei, que aos 16 anos foi para o deserto seguir as práticas religiosas de um velho eremita judeu chamado Bane, e de lá só voltou três anos depois, entrando para a seita dos fariseus. Passados alguns meses, tornou-se sacerdote. Aprendeu o grego e o latim, e graças à sua cultura e habilidade, foi enviado em 64 d.C. a Roma em missão semi-oficial. Ao retornar de lá, Josefo deparou-se com os primeiros sinais da rebelião dos judeus contra os romanos. Sabedor de que a guerra contra os romanos havia começado em vários pontos da Palestina, e tentando evitar que os judeus da Galileia, que até então permaneciam neutros, porém armados, entrassem na guerra, o Sinédrio (Supremo Tribunal Judaico) enviou o jovem sacerdote Flávio Josefo com a missão de acalmar os galileus. Porém, a onda nacional de revolta o arrastou e o envolveu, e muito contra sua vontade foi-lhe confiado o alto comando das tropas da Galileia.
DERROTA E ESTRANGULAMENTO COLETIVO     
As legiões romanas em campanha de guerra na Galileia atacaram os judeus que estavam sob o comando de Flávio Josefo, forçando-os a se refugiarem na cidade fortificada de Jotapata, localizada a pouco mais de 15 quilômetros ao norte de Nazaré. O próprio célebre e muito condecorado general romano Vespasiano comandava o ataque. Após 47 dias de cerco, Jotapata caiu diante das espadas e lanças romanas. O jovem sacerdote Flávio Josefo, em companhia dos quarenta mais graduados judeus sob o seu comando, refugiou-se dentro de uma cisterna profunda, no fundo da qual havia uma caverna. Porém, o esconderijo foi descoberto, e diante da promessa de Vespasiano poupar-lhes a vida, caso eles se entregassem, os judeus que estavam com Josefo acharam tão vergonhosa essa situação que resolveram apelar para o suicídio coletivo. Contudo, Josefo os convenceu a lançarem sorte entre si e estrangularem uns aos outros, de acordo com o que coubesse a cada um. Em pouco tempo só restaram vivos Flávio Josefo e um outro companheiro. Josefo convenceu esse judeu a se entregar com ele a Vespasiano. Ao ser trazido à presença do general dos Exércitos de César, Flávio Josefo profetizou que Vespasiano em breve seria chamado a Roma para ocupar o trono vazio. Isto aconteceu dois anos depois. Vespasiano tornou-se imperador, deixando no seu lugar na Palestina seu filho Tito, de quem Josefo tornou-se prisioneiro e intérprete. Finda a guerra, e após haver testemunhado a destruição de Jerusalém em 70 d.C. pelo general romano Tito, Josefo foi conduzido a Roma.
O RELATO DE UM HISTORIADOR DO TEMPO DOS APÓSTOLOS     
Em Roma, o imperador Vespasiano o tratou como um personagem ilustre, permitindo que ele transitasse livremente por todos os lugares da cidade, e o presenteou com propriedades e outros bens. Despreocupado com o próprio sustento, Josefo viu-se dono do seu tempo, e totalmente livre para escrever. Em sua mente ainda estavam acessas as imagens de tudo quanto ele vira na guerra do seu povo contra os romanos. Foi então que escreveu o mais importante documento histórico sobre o desastre da nação judaica profetizado por Jesus, o livro Antiguidades Judaicas, onde se encontra a mais importante referência histórica extrabíblica sobre o nosso Salvador (ao todo, existem no mundo 11 referências históricas que confirmam, fora das páginas da Bíblia, a passagem de Jesus Cristo sobre a face da terra. São fontes de origem judaica, grega, romana, samaritana e siríaca). A referência de Josefo sobre Jesus encontra-se no livro XVIII, capítulo IV, parágrafo 772 das Antiguidades Judaicas. O ex-general e agora historiador judeu fala inicialmente sobre uma revolta dos judeus contra Pilatos, ocorrida no ano 27 d.C., por esse ter pretendido vender peças do tesouro do Templo para levantar recursos financeiros a fim de trazer para Jerusalém a água de uma nascente afastada que abasteceria a piscina de sua mansão. Em seguida, para nossa surpresa, Josefo diz magistralmente: “Nesse mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se todavia podemos considerá-lo simplesmente como um homem, tanto suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade, e foi seguido não somente por muitos judeus, mas mesmo por muitos gentios. "Era o Cristo. Os mais ilustres da nossa nação acusaram-no perante Pilatos e ele fê-lo crucificar. Os que o haviam amado durante a vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas o tinham predito, e que ele faria muitos outros milagres. É dele que os cristãos, que vemos ainda hoje, tiraram o seu nome.” (Antiguidades Judaicas. Tradução do Pe. Vicente Pedroso. Editora das Américas. 1ª. parte. 5º. volume. São Paulo.1956). Outro fato aumentou em muito o valor do livro Antiguidades Judaicas. Além de ter participado dos acontecimentos narrados, Josefo teve acesso direto aos comentários da guerra contra os judeus escritos por Vespasiano e seu filho Tito, e a preciosos documentos deixados por outros historiadores anteriores a ele, documentos estes que, em sua maioria, não chegaram até nós; perderam-se na escuridão do passado, roídos pelos implacáveis dentes do tempo. 
Fonte: Jefferson Magno Costa (http://jeffersonmagnocosta.blogspot.com.br/2010/10/flavio-josefo-o-general-judeu-que.html)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Um Deus de pouco saber, vagaroso em responder e de métodos questionáveis.





Quem nunca duvidou de tudo? Quem nunca questionou a fé? Quem nunca pensou estar esquecido por Deus? Quem nunca foi arremessado na dúvida sobre a existência de um Deus? Quem nunca? Quem pode dizer que não tem uma fé oscilante? Quem?

A verdade é que temos ímpeto e força para pregar um Deus justo, amável, cuidadoso e que vela pelos seus, mas ao encontramos a vida real vacilamos em colocar em prática. Passamos a vida ouvindo testemunhos de um Deus que faz milagres, prodígios e maravilhas e cremos! Basta entrar em algum dilema e tudo isso vai abaixo, quando nossas expectativas são frustadas, quando nossos planos não dão certo, quando o milagre não acontece, quando a cura não chega, quando o sonho se torna um moribundo à beira da morte... Nosso Deus deixa de ser DEUS para se tornar mais uma filosofia humana ou apenas um ídolo. 

Habacuque orou: 
"Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?
Por que razão me mostras a iniqüidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio." (1:2-3)

Perceba que o próprio profeta tem uma oração de questionamentos com Deus. O primeiro deles é: 

O Senhor não sabe o que está acontecendo? 
Diante de toda idolatria e corrupção em que o povo estava submerso o profeta chega a duvidar se de fato Deus sabia que o seu povo estava naquela condição. É a tentativa do ser humano de duvidar da soberania de Deus, somos assim, enquanto as coisas vão bem é Deus quem está abençoando, quando mal, Deus não está mais abençoando. Mas de onde foi que tiramos que as situações adversas não são bençãos do Senhor, que Deus mais fraco o nosso que tem controle por tempo determinado ou então que Deus sádico que ama ver o sofrimento alheio, na verdade nós odiamos a soberania de Deus. O rei Davi ao pensar sobre essas coisas, declara: 
"Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia." (Salmos 139:14-16) 

Ele nos ensina que, nossa vida jamais sairá do controle de Deus, uma vez que Ele a tem escrita dia-a-dia em seu livro.

O segundo questionamento do profeta é:

O Senhor demora demais em responder!
Ao "ajudar" Deus dizendo tudo o que estava acontecendo ele esperava que Deus pudesse respondê-lo imediatamente, agradecendo pela ajuda do servo fiel e colocando em prática seu juízo e sua justiça, mas o Senhor permanece em silêncio. "Até quando Senhor?" é a oração desesperada, veja que o imediatismo não é uma característica de nossa geração, mas do homem em todas as épocas. Nós temos dificuldade em entender que Deus tem o seu próprio tempo e que os seus propósitos estão inseridos em seu tempo e não no nosso. Que coisa terrível! Visto que nós temos a tendência de querer controlar todas as coisas. 

Jó esteve no mesmo dilema, (Parafraseando) "Eu clamo a ti e o Senhor não me responde, estou de pé mas o Senhor não põe sua atenção em mim..." (Jó 30.20) Ai o Senhor vai de encontro ao coração imediatista e reponde: "Onde você estava quando eu criava a terra?" (Jó 38.4). Era Deus dizendo: Eu tenho os meus próprios desígnios e tempo, me diga quem é você para me questionar? 

O terceiro e último questionamento do profeta é:

Eu não entendo os seus métodos!
Quando o Senhor começa o responder em sua oração, diz que já estava trabalhando e que iria fazer algo grandioso, o profeta se alegrou, mas só por alguns instantes, só até o Senhor o revelar o que iria fazer... (Parafraseando) "Eu vou levantar os caldeus, e eles vão matar a maioria de vocês, depois eu vou matar eles.." O quê? Não entendi... Impossível entender os métodos de Deus. Quem disse que eu preciso ficar desempregado? Quem disse que eu preciso passar por crises matrimoniais? Quem disse que precisava de enfermidade? Quem disse que precisava de morte? Quem disse? Deus disse! Não tente entender os métodos de Deus. Ana também em uma oração exclamou: "O Senhor é quem tira a vida, e a dá; faz descer a sepultura e faz tornar dela, o Senhor empobrece e enriquece, abaixa e exalta. Levanta o pobre do pó e do esterco o necessitado, para fazer assentar entre os príncipes, para fazer herdar o trono da glória, por que do Senhor são os alicerces da terra e assentou sobre eles o mundo." (1Sm. 2:6)

O que nós precisamos assimilar é que de fato Deus está no controle de toda a nossa vida, não pense que Ele te esqueceu ou revogou suas promessas, elas são irrevogáveis, Deus não volta atrás, não se arrepende, não se ilude e não se equivoca, Ele está investindo em você! Bendito seja o nome de Deus que não investe em imóveis, que não investe em bancos, em bens duráveis ou na bolsa de valores, mas em pessoas! Deus escolheu investir em você, dê graças ao nome dEle por isso. 

Até mais. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ricardo Gondim afirma ser a favor da união civil gay: Nem todas as relações homossexuais são promíscuas



‘Deus nos livre de um Brasil evangélico?’ Quem afirma é um pastor, o cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própria decadência.
Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais.
Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”, diz na entrevista a seguir.
Carta Capital: Os evangélicos tiveram papel importante nas últimas eleições. O Brasil está se tornando um país mais influenciável pelo discurso desse movimento?
RG: Sim, mesmo porque, é notório o crescimento no número de evangélicos. Mas é importante fazer uma ponderação qualitativa. Quanto mais cresce, mais o movimento evangélico também se deixa influenciar. O rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos de dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos do perfil religioso típico do brasileiro.
CC: Como o senhor define esse perfil?
RG: Extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos modelos do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás. O movimento cresce, mas perde força. E por isso tem de eleger alguns temas que lhe assegurem uma identidade. Nos Estados Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes.
O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?
Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o presidente da República. Isso fica muito claro no projeto da igreja Universal. O objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, pode facilitara expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam os meios.
O movimento americano é a grande inspiração para os evangélicos no Brasil?
O movimento brasileiro é filho direto do fundamentalismo norte-americano. Os Estados Unidos exportam seuamerican way of life de várias maneiras, e a igreja evangélica é uma das principais. As lideranças daqui Ieem basicamente os autores norte-americanos e neles buscam toda a sua espiritualidade, teologia e normatização comportamental. A igreja americana é pragmática, gerencial, o que é muito próprio daquela cultura. Funciona como uma agência prestadora de serviços religiosos. de cura, libertação, prosperidade financeira. Em um país como o Brasil, onde quase todos nascem católicos, a igreja evangélica precisa ser extremamente ágil, pragmática e oferecer resultados para se impor. É uma lógica individualista e antiética. Um ensino muito comum nas igrejas é de que Deus abre portas de emprego para os fiéis.
Eu ensino minha comunidade a se desvincular dessa linguagem. Nós nos revoltamos quando ouvimos que algum político abriu uma porta para o apadrinhado. Por que seria diferente com Deus?
O senhor afirma que a igreja evangélica brasileira está em decadência, mas o movimento continua a crescer.
Uma igreja que, para se sustentar, precisa de campanhas cada vez mais mirabolantes, um discurso cada vez mais histriônico e promessas cada vez mais absurdas está em decadência. Se para ter a sua adesão eu preciso apelar a valores cada vez mais primitivos e sensoriais e produzir o medo do mundo mágico, transcendental, então a minha mensagem está fragilizada.
Pode-se dizer o mesmo do movimento norte-americano?
Muitos dizem que sim, apesar dos números. Há um entusiasmo crescente dos mesmos, mas uma rejeição cada vez maior dos que estão de fora. Hoje, nos Estados Unidos, uma pessoa que não tenha sido criada no meio e que tenha um mínimo de senso crítico nunca vai se aproximar dessa igreja, associada ao Bush, à intolerância em todos os sentidos, ao Tea Party, à guerra.
O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?
Sou a favor. O Brasil é uni país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade.
O senhor enfrenta muita oposição de seus pares?
Muita! Fui eleito o herege da vez. Entre outras coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere, controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem., então há aluo errado com esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida.
Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.
Não necessariamente. Para alguns autores, a decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente.
Fonte: New Gospel

terça-feira, 8 de maio de 2012

Ministério Público pretende proibir grandes eventos evangélicos nas ruas para evitar congestionamentos e barulho



A realização de grandes eventos evangélicos em vias públicas na cidade de São Paulo se tornou alvo de investigação do Ministério Público Estadual.
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O MP abriu inquérito para apurar a investigação de eventos religiosos em vias públicas, com a intenção de limitar grandes encontros religiosos, de acordo com informações do jornal “O Estado de S. Paulo”.
Geralmente, grandes eventos geram interrupções no tráfego, congestionamentos e excesso de ruído, segundo o MP.
Em entrevista concedida ao site Notícias Cristãs, o pastor e doutor Rubens Teixeira declarou que “se o Ministério Público Estadual de São Paulo quiser limitar todos os eventos em vias públicas (religiosos, sindicais, culturais, esportivos, etc), pode ser algo razoável. Contudo, querer impedir apenas eventos evangélicos é uma clara perseguição religiosa contra os brasileiros evangélicos”.
Teixeira afirmou ainda que eventos que constituem direitos secundários estão sendo privilegiados, em relação aos eventos que simbolizam direitos fundamentais: “Boa parte dos grandes eventos que impactam o trânsito em vias públicas são com fins comerciais privados, como corridas automobilísticas e eventos esportivos de um modo geral, além dos musicais, e outros travestidos de razões culturais, não embasados em direitos fundamentais”.

Fonte: Gospel +
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