sábado, 1 de janeiro de 2011

PARA QUE SERVE O PÚLPITO DOS CRISTÃOS?

Primeiramente precisamos definir o que é púlpito. Praticamente todas as igrejas protestantes utilizam esse móvel chamado púlpito para que os preletores pastores preguem. Ele encontra-se no centro da plataforma, geralmente elevada, dando assim uma conotação de autoridade e centralidade.

O púlpito surgiu nos templos pagãos, sendo oficializado na Idade Média pela Igreja Católica como, de fato, o local propício para a pregação.

Na Reforma Protestante o altar foi praticamente removido, deixando toda a atenção dedicada ao púlpito, reforçando ainda mais a centralidade da pregação. Portanto, isso tudo quer dizer que nem Jesus, nem os apóstolos, muito menos os pais da Igreja pregaram em púlpitos.

A palavra púlpito vem do latim pulpitum, traduzindo, palco.

Então, para que fique claro, o púlpito em si não tem importância nenhuma no que diz respeito a pregação do Evangelho, mesmo porque a Nova Aliança não é mais focada em templos, altares, púlpitos ou plataformas, mas na ação do Espírito Santo nos crentes em Cristo Jesus.

Portanto, o púlpito ao qual me refiro não é aquele de madeira utilizado nos templos, mas qualquer oportunidade em que compartilhamos das Boas Novas.

Sendo assim, comecemos pelo mais fácil: Para que o púlpito não serve.

Para jogadas de poder, principalmente político: De fato, nenhuma barganha, nenhum privilégio e nenhuma bandeira, por mais pura que seja, justifica a abertura do púlpito a politicagem. A igreja precisa de uma vez por todas posicionar-se contra qualquer manobra política que a envolva. Mas obviamente que um cristão maduro nutrirá uma consciência política com relação à escolha de seus governantes.

Para seminários de auto-ajuda ou palestras motivacionais: Os pastores de hoje em dia, mesmo que sem intenção acabam caindo nos discursos de auto-ajuda. Sete passos, doze chaves, cinco pedras. Isso tudo é filosofia barata, que não serve para o amadurecimento de um crente, apenas mais muletas e sonhos ilusórios. Preguem a ajuda que vem do alto!

Para barganhas financeiras: Assunto já muito batido por vários escritores e blogueiros, mas sempre válido. Precisamos acabar de uma vez por todas com as pregações que ensinam o crente a barganhar com Deus, entregar o dízimo ou dar oferta não é moeda de troca com o Todo-Poderoso, que nunca mendigaria moeda nenhuma, e quando precisou tirou dinheiro da boca de um peixe. Nesse balaio entram os seguidores de São Malaquias, a deturpadíssima lei da semeadura, o medo de ser infiel com seu dízimo, os desafios sobre ofertas. Ensinem o que a bíblia diz, ofertem com liberalidade e plena consciência de que isso é um gesto de amor.

Para pastorear seu grande rebanho: Muitos e muitos pastores bem intencionados tem caído no erro crasso de tentar resolver os problemas dos membros da sua congregação através das pregações, podemos chamar de pastoreio à distância. Palavras direcionadas e expectativas de reações das pessoas nos apelos acabam levando pastores à loucura. Se um membro tem problema, chame-o e resolva, não submeta a igreja toda aos problemas dos outros.

Para stand-up comedy: Essa é nova, mas é velha ao mesmo tempo. Muitos pastores estão se achando os comediantes da vez. Cheios de piadas, situações inusitadas, histórias ridículas confidenciadas em seus gabinetes, ilustrações toscas. A platéia cai na gargalhada, e sai do culto lembrando mais das anedotas do que da Palavra de Deus. Amigos, deixem as piadas para os comediantes e procurem que a congregação saia dos cultos lembrando apenas da maravilhosa palavra de Deus.

Para sua própria terapia: Por mais tentador que seja, é ridículo o quanto nossos líderes usam do púlpito para aliviar suas frustrações cotidianas. Travestem seus relatos com o manto da “transparência” de vida e mais falam de si mesmos do que de Deus. Gente, eu garanto, a bíblia já tem exemplos suficientes.

A lista poderia ser bem mais extensa, mas acredito que esses são os pontos principais, que tem levado nossos púlpitos a serem usados de maneira errônea, e até mesmo impedindo o agir pleno de Deus pela nossa meninice.

Então, o que devemos falar, afinal, nos púlpitos?

A Palavra de Deus, pura e simples, profunda e ao mesmo tempo feita para as crianças. A fé vem pelo ouvir, e o ouvir da Palavra de Deus, não de histórias, anedotas, piadas, lamúrias. Jesus usava parábolas pois ainda haviam muitas coisas encobertas aos seus discípulos, que ainda careciam do Espírito Santo. Mas nós, os que cremos, recebemos o dom de Deus, temos a unção para que tudo nos seja claro como a luz do dia.

Parafraseando o apóstolo Paulo, prega a Palavra!

Texto de Matheus Soares Fonte: Entendes?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O dia em que Orlando Boyer encontrou-se com Lampião e Lampião ganhou uma Bíblia

Por Samuel Câmara

Os missionários Virgil Smith e Orlando Boyer eram companheiros e trabalhavam viajando a cavalo, evangelizando e vendendo Bíblias de casa em casa no sertão de Pernambuco e Alagoas. Naquele sertão conturbado pelo cangaço, em 1930, Virgil e sua esposa Ramona foram feitos reféns de Lampião e seu bando. Orlando Boyer foi comunicado que, para obter a libertação do amigo, teria de pagar uma elevada quantia.



Em razão das dificuldades econômicas da época, Orlando Boyer conseguiu reunir apenas uma fração mínima da quantia exigida. Mesmo assim, ele foi ao encontro de Lampião, embora soubesse que corria perigo de morte.


Cara a cara com o temido rei do cangaço, explicou a situação, para profunda decepção deste e de seu bando. Orlando Boyer se ajoelhou humildemente e sugeriu uma proposta ousada. Ele implorou para ficar no lugar do amigo, para morrer em seu lugar, uma vez que Virgil e Ramona tinham filhos pequenos demandando cuidados.


Diante do consentimento de Lampião, Virgil Smith perguntou se poderia oferecer-lhe um presente. E estendendo-lhe uma Bíblia de letras grandes, recebida imediatamente por Lampião, explicou-lhe:


“Este livro conta a história de Jesus, que por amor ofereceu a sua própria vida para que fôssemos salvos. Ele era Deus e se fez homem, morrendo em nosso lugar para que pudéssemos ter vida. O que o meu amigo está fazendo por mim agora, Jesus já o fez por todas as pessoas, inclusive pelo senhor Virgulino. Ele morreu para que sejamos perdoados e salvos do pecado e da morte”.
.
Lampião ficou visivelmente emocionado com aquele exemplo de abnegação e amor, voltou-se para o lado e passou a manga da camisa nos olhos, para enxugar disfarçadamente as lágrimas. Virou-se e disse bruscamente: “Podem ir embora, depressa, vão embora!” E, retirando-se com seu bando, levou consigo a Bíblia.


Dias depois, perseguido pela polícia, Lampião deixou a Bíblia num tronco oco de uma árvore, para poder fugir mais depressa. Quando voltou ao lugar, não encontrando a Bíblia, dirigiu-se ao fazendeiro dono daquelas terras e exigiu que este a devolvesse. Embora o fazendeiro tivesse dito que nada sabia daquilo, Lampião marcou o prazo de uma semana para tê-la de volta. O fazendeiro teve de dirigir-se à cidade e comprar uma Bíblia nova para Lampião.


Não sabemos se Lampião leu a Bíblia. Pelo menos, até a sua morte, ele teve oito anos para fazê-lo. Assim, se ele a tivesse lido, saberia que a Bíblia é a maravilhosa “biblioteca” inspirada por Deus, e descobriria o que Jesus afirmou: “A tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).


Lampião saberia que a Bíblia tinha as respostas às suas necessidades. Saberia que, para o fatigado viajante, ela é um mapa eficaz e uma bússola confiável; aos que vivem na região das trevas, é uma luz gloriosa a iluminar o caminho; aos que estão sobrecarregados e oprimidos pelos fardos da vida, é um suave descanso.


Como Lampião tinha a alma ferida, ele saberia que, aos feridos pelos delitos e pecados, a Bíblia é um bálsamo consolador que cura as feridas interiores. Para os famintos, é o pão que alimenta a alma; aos sedentos, é a água que sacia a sede espiritual; aos que estão em conflito, é a espada para a luta contra o mal; aos amargurados, é o mel que os faz enfrentar o mundo sem perder a doçura.


Lampião era um homem aflito e desesperado. Se tivesse lido a Bíblia, saberia que ela lhe oferecia uma mensagem de esperança e conforto; pois aos desamparados e arrastados pelas tormentas da vida, ela é uma âncora segura e firme; para os que sofrem na solidão de um espírito conturbado, é a mão repousante que acalma e tranquiliza.


Lampião, tido como “homem de palavra”, sabia que a importância de qualquer palavra dependia de quem falava. Se tivesse lido a Bíblia, poderia confiar nela, pois o Deus que inspirou “a Palavra” nunca mente e jamais muda, e todas as suas promessas têm o sim em Jesus Cristo (2 Co 1.20). Ele saberia que a Palavra de Deus é “lâmpada para os seus pés e luz para o seu caminho”, e poderia viver em paz (Sl 119.105).


Neste segundo domingo de Dezembro, quando comemora-se o Dia da Bíblia em mais de cem países do mundo, os cristãos celebrarão a inquestionável importância da Bíblia e do amor de Deus para suas vidas.


A Bíblia é uma “carta de amor”, do imenso amor de Deus que inclui a todos: tanto o cangaceiro Lampião como eu e você. Pense nisso! Leia a Bíblia!


Samuel Câmara é Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe. Artigo postado, originalmente em Blog do Pastor Samuel Câmara com o título "Quando Lampião ganhou uma Bíblia".

E.A.G. www.ubeblogs.net

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O reino de Deus e os democratas da religião (Por Alan Brizotti)


Lênin dizia que "a democracia é o regime político onde o povo escolhe quem irá oprimí-lo pelos próximos quatro anos" . No âmbito da igreja, afirmamos (e gostamos de afirmar!) que somos, estamos e pregamos o reino de Deus, contudo se lançarmos um olhar ligeiramente crítico perceberemos uma contradição: somos pregadores do reino, mas democratas ferrenhos em nossas atitudes.

Explico: nossa teologia é desenvolvida sob a ideia (hoje cada vez mais falsa) de que Deus é o Supremo Rei desse reino, entretanto a cada dia que passa surge um novo Primeiro-Ministro com a incrível capacidade de "influenciar" as decisões desse suposto rei celestial. Como igreja, estamos cada vez mais destituindo Deus do seu posto de autoridade suprema. Nossos vaticaninhos adoram posições de comando, amam a brincadeira suja do poder e, francamente, um Deus Rei Todo-Poderoso atrapalha muito...

Presidências vitalícias, bispados, apostolados, papados (esse a gente disfarça sob o eufemismo de "Pai", que não passa de redundância...) são tentativas infantis de afastar Deus de seu trono. Aliás, "trono" é uma palavra que sutilmente vai sumindo de nosso meio - ou sendo humanocentralizada - nossos tronos (multiplicidade e individualismo). Se a gente pudesse já tinha organizado um plebiscito para saber quem ainda quer Deus no comando (mas pense: quantos iriam querer Deus comandando do jeito dele?).

O sonho de muitas igrejas é ter autoridade suficiente para colocar na placa: sob nova direção! É o sub-céu, a mentalidade de César. Como funcionário de uma grande empresa que vai envelhecendo, demitimos Deus e assumimos a gerência de sua celestialidade. Dizemos do que ele gosta e o que ele abomina. À lá irmão do filho pródigo, questionamos sobre as pessoas que Deus resolve colocar em suas festas (Lc. 15. 25-32).

Tenho um alerta aos democratas da religião: o desejo luciferiano de tirar Deus do trono não é novo, as consequências também não. Para a igreja que insiste em brincar apenas com as facetas belas do Deus-amor, é fácil esquecer que ele também é justiça - e uma justiça que nunca é cega!
Como disse Thomas Brooks: "A ambição é miséria enfeitada, veneno secreto, praga oculta, executora do engano, mãe da hipocrisia, progenitora da inveja, o primeiro dos defeitos, ofensora da santidade e aquela que cega os corações, transformando medicamentos em doenças e remédios em males. Os lugares altos nunca deixam de ser incômodos, e as coroas estão sempre repletas de espinhos".


Subversivos do reino, uni-vos!


Até mais...


Alan Brizotti

EU SEI QUE POSSO CONFIAR!

Mais um ano chega ao fim, e nesta época começo então a lidar com emoções confusas, faço um balanço geral e descubro algumas frustrações: Projetos não concluídos, sonhos não realizados e até por pessoas que se foram.
Passo então a compreender o texto que diz: (parafraseando) "muitos são os planos do coração do homem, mas cabe somente a Deus executá-los". Percebo que na tentativa de visualizar as promessas de Deus eu me torno como uma criança sem experiências e grandes aspirações, que anseia a chegada do dia em que o Pai lhe entregará o que prometeu.
E neste ínterim encontro um tremendo obstáculo, pois não posso, não consigo compreender o chamado "tempo de Deus" o tão conhecido KAIRÓS; é onde então que eu: Ser humano, cheio de erros, defeitos e dificuldades passo a me frustrar em decorrência do tempo.
Então encontro Pedro, ao final de sua primeira epístola, depois de trazer várias regras para o bom caráter cristão e sintetizar o sofrimento por amor a Cristo, escrever: "Lançando sobre ELe toda a vossa ansiedade, por que Ele tem cuidado de vós..."
Compreendo então que não há nada perdido, uma vez que meus sonhos, projetos e aspirações estão nas mãos de Deus, o meu Pai. Cabe a ELe dizer o momento e ocasião certos para que cada sonho seja cumprido.
Preciso pedir perdão ao Pai, pois ao olhar o caminhar de mais um ano meu coração quis se frustrar, mas sei que na verdade foi mais um ano em que Ele cuidou de mim.
Posso então cantar: "Porque te abates ó minha alma? e te comoves perdendo a calma? não tenhas medo, em Deus espera, por que bem cedo Ele virá".
Eu sei que posso confiar...

Deus vos abençoe.
Felipe Henrique.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

DIFÍCIL MESMO É SE CONVERTER!

Converter-se a Deus implica literalmente em tornar-se à Ele; mas fato é que esta atitude é extremamente dolorosa, pois isso significa negar-se, aceitar desafios e por consequência imitar, seguir Jesus.
A Biblia enfatiza que para nos enchermos de Deus, devemos nos esvaziar por completo de nós mesmos, por isso que é tão dificultoso uma pessoa ser realmente cheia do Espirito Santo de Deus, pois é preciso controlar nosso ego, nossos conceitos sobre tudo (Já que somos os donos da verdade, ou pelo menos nos sentimos assim.) e aceitar que o próprio Deus molde nosso caráter problemático e doente. Isso força-nos a deixar a meninice e o egocêntrismo de lado e nos desafia a abrir mão de nossas vontades para aceitar a idéia de que Deus ainda esta no controle do mundo, da igreja e principalmente de nossas vidas.
À medida que nos enchemos de Deus passamos então a provar dos dissabores da vida terrena e cotidiana, uma vez que o mundo, por causa do pecado, odeia a Deus... Nos odiará também! A ponto de nos perseguir e de nos submeter a momentos dolorosos, mas é mister que isso aconteça, o Senhor nos disse que seria assim; esses momentos despertam em nós a saudade do céu, da comunhão que tínhamos com Deus no início de tudo e nos traz a memória o doce sentimento que o filho tem de estar no colo do pai. Não por questão do colo, mas da pessoa do pai... Ele está seguro ali!
Se queremos de fato ter uma história, uma vida com Deus, precisamos então buscar dia após dia nossa completa conversão à Ele. É bem verdade que passaremos por tribulações, turbulências... Tempestades, mas nada, absolutamente nada! Poderá se comparar à alegria de passar a vida terrena e eterna na presença dEle.

Deus vos abençoe.
Felipe Henrique.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

10/Novembro

Sinceramante, gosto de pensar que estou incomodando...me da uma enorme satisfação, uma sincera vontade de dar risadas e uma força tremenda para continuar!
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